sexta-feira, 3 de maio de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Revisão
Texto argumentativo
Usar água sim; desperdiçar nunca
O verão veio bravo. Ninguém aguenta o
calor. É tempo de piscina, praia, refrescos, sorvetes e muito desperdício de
água. Esse mau
hábito não é novo. Ao ler uma instrutiva reportagem publicada pelo
"Estado" (6/2/2006), fiquei estarrecido ao saber que o consumo por
pessoa em São Paulo é de 200 litros por dia, bem superior aos 120 litros
recomendados pela ONU. Em 2005, o consumo de água na região
da Grande São Paulo aumentou 4% em relação a 2004. Só em dezembro, foram
consumidos 128 milhões de metros cúbicos de água - o maior consumo desde 1997.
É
uma soma fantástica e sinalizadora de muito desperdício. Os repórteres
responsáveis pela reportagem mencionada "flagraram" muitas pessoas
lavando as calçadas com mangueira a jato em lugar de vassoura. Trata-se de um
luxo injustificável. No consumo doméstico, cerca de 72% da água são gastos no
banheiro e, neste, o chuveiro responde por 47%. Os banhos exageradamente
demorados desperdiçam água e energia elétrica. É verdade que o asseio é uma das
virtudes dos brasileiros e devemos conservá-la. Mas não há necessidade de ficar
meia hora debaixo do chuveiro para manter a boa higiene. Quando estudei nos
Estados Unidos, há mais de 50 anos, a dona da república onde morava, uma
senhora franzina e de cara muito fechada, me fez pagar uma sobretaxa de aluguel
porque sabia que, como brasileiro, eu estava acostumado a tomar banho todos os
dias e a "gastar" muita água. Na época, garoto novo, achei a
mulherzinha um monstro de avareza. Hoje, vejo que todas as nações do mundo
precisam economizar água.
O
Brasil é um país abençoado por possuir cerca de 20% da água do mundo. Isso é um
privilégio quando se considera que só 3% da água do planeta é aproveitável e que
mesmo esses 3% não são imediatamente utilizáveis, porque uma grande parte está
nas geleiras longínquas e em aquíferos profundos. Na verdade, a quantidade de
água que pode ser usada para alimentar os seres vivos, gerar energia e
viabilizar a agricultura é de aproximadamente 0,3%.
Desse
ponto de vista, a água é um bem escasso. Não é porque temos 20% da água do
mundo que podemos perdê-la irresponsavelmente. O uso da água precisa ser
racionalizado, em especial nas grandes aglomerações urbanas, onde os mananciais
não dão conta de atender a população.
O
Brasil já possui uma lei das águas, promulgada em 1997, cujo objetivo central é
o de "assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade
de água". Recentemente, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos aprovou o
Plano Nacional de Recursos Hídricos, com vistas a induzir o uso racional da
água
Tais instrumentos são importantes. Mas
o Brasil ganhará muito se as escolas e as famílias ensinarem as crianças a não
repetirem os desperdícios praticados pelos adultos. Comece hoje a ensinar seus
filhos e netos. E, sobretudo, dê o bom exemplo. Afinal, para mudar hábitos, os
exemplos e a educação são peças-chave.
Por Antônio Ermírio de Moraes
Após ler o texto com muita atenção, responda:
1. O
autor começa o texto com as coisas boas que as pessoas fazem no verão. Na
sequência faz um comentário que quebra a expectativa do leitor.
a)Qual é esse comentário?
b) qual é o efeito dessa quebra de expectativa?
2.Qual é a tese defendida por Antonio Ermírio? Copie
o parágrafo em que essa ideia é expressa.
3.Para convencer o leitor, o autor contrariou uma
justificativa bastante usada pelos brasileiros para os banhos demorados.
a) Identifique no texto que justificativa é
essa.
b) qual argumento o autor utilizou para refutar tal
justificativa
4. Quais os argumentos utilizados pelo autor para combater
a idéia que no Brasil não é necessário economizar água?
5. Qual a sua opinião sobre o assunto? Escreva no
mínimo um parágrafo, argumentando sobre seu ponto de vista.
6 - O autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma é um
pré-modernista e aborda em seus
romances a vida simples dos pobres e dos mestiços. Reveste
seu texto com a linguagem
descontraída dos menos privilegiados socialmente.
O autor descrito acima é:
a) Euclides da Cunha
b) Graça Aranha c)
Manuel Bandeira d) Lima
Barreto
7. Da personagem que dá título ao romance Triste Fim de
Policarpo Quaresma, podemos afirmar que :
a) foi um nacionalista extremado, mas nunca estudou com
afinco as coisas brasileiras.
b) perpetrou seu suicídio, porque se sentia decepcionado
com a realidade brasileira.
c) defendeu os valores nacionais, brigou por eles a vida
toda e foi condenado à morte
injustamente por valores que defendia.
d) foi considerado traidor da pátria, porque participou da
conspiração contra Floriano Peixoto.
e) era um louco e, por isso, não foi levado a sério pelas
pessoas que o cercavam.
8- Assinale a alternativa falsa, sobre Monteiro Lobato:
a) vale-se das tradições orais do caipira, personificado
pelo Jeca Tatu, valendo-se do
coloquialismo do “contador de casos”.
b) nos romance Urupês e Cidades Mortas aborda a decadência
da agricultura no Vale do
Paraíba, após o “ciclo” do café.
c) traz a paisagem do Vale do Paraíba paulista,
denunciando a devastação da natureza pela
pratica agrícola da queimada.
d) explora os aspectos visíveis do ser humano; seus contos
têm quase sempre finais
trágicos e deprimentes.
e) n.d.a.
9- Nas duas primeiras décadas de nosso século, as obras de
Euclides da Cunha e de Lima
Barreto, tão diferentes entre si, têm como elemento comum:
a) A prática de um experimentalismo lingüístico radical
b) A intenção de retratar o Brasil de modo otimista e
idealizante
c) O estilo conservador do antigo regionalismo romântico
d) A adoção da linguagem coloquial das camadas populares
do sertão
e) A expressão de aspectos ate então negligenciados da
realidade brasileira
10- O Pré-Modernismo abriga obras e autores que produziram
entre o Simbolismo e o
Modernismo. “É pré-modernista tudo o que problematiza a
nossa realidade social e cultural”,
diz o professor Alfredo Bosi. Abaixo há quatro referências
a autores e obras desse período.
Assinale a que não se relaciona ao período.
a) Apesar de não ter caráter ficcional, Os sertões, de
Euclides da Cunha, assume
proporções artísticas por sua linguagem e é considerada obra
pré-modernista pelo olhar
crítico sobre a realidade brasileira.
b) O nome que a crítica considera o mais importante do
Pré-Modernismo brasileiro é
Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um
sargento de milícias, romance
em que denuncia a crueldade com que são tratados os
recrutas nos quartéis brasileiros.
c) Autor representativo do Pré-Modernismo é Graça Aranha,
cuja obra Canaã põe às vistas do leitor impor-tantes teses, entre as quais a
das diferenças raciais, e defende a idéia de que os povos podem viver de forma
fraterna, todos alcançando a felicidade na terra de Canaã.
d) Policarpo Quaresma é um patriota fanático, ardoroso
defensor das tradições, depois dedicado agricultor, finalmente defensor da
causa republicana, cujo governo acaba por colocá-lo na prisão, onde se dá seu
triste fim. Daí, o romance Triste fim de Policarpo Quaresma, através do qual
Lima Barreto tece, entre outras, forte crítica ao conformismo de boa parcela da
sociedade brasileira.
e) Monteiro Lobato tinha sérias reservas às idéias
inovadoras do Modernismo, por isso sua linguagem apresenta tom bastante
conservador. No entanto, boa parte de seus temas revela um autor profundamente
preocupado com a realidade brasileira, trazendo à tona o homem atrasado e pobre
do interior do país.
11.Sobre "Os Sertões", é INCORRETO afirmar que:
a) o autor, militar em sua origem, desaprova a causa dos sertanejos.
b) apresenta certa dificuldade em termos de enquadramento em um único gênero literário.
c) sua linguagem tende ao solene, com vocabulário erudito e tom grandiloqüente.
d) origina-se de reportagens para "O Estado de São Paulo", nas quais o autor expõe fatos relacionados à Guerra de Canudos.
e) Euclides da Cunha segue um esquema determinista na estrutura das três partes da obra.
a) o autor, militar em sua origem, desaprova a causa dos sertanejos.
b) apresenta certa dificuldade em termos de enquadramento em um único gênero literário.
c) sua linguagem tende ao solene, com vocabulário erudito e tom grandiloqüente.
d) origina-se de reportagens para "O Estado de São Paulo", nas quais o autor expõe fatos relacionados à Guerra de Canudos.
e) Euclides da Cunha segue um esquema determinista na estrutura das três partes da obra.
12.Considere as
seguintes afirmações sobre OS SERTÕES, de Euclides da Cunha.
I - Nas duas primeiras partes do livro, o autor descreve, respectivamente, o homem e o meio ambiente que constituíam o sertão baiano, valendo-se, para tanto, das teorias científicas desenvolvidas na época.
II - Ao descrever os sertanejos, o autor idealiza suas qualidades morais e físicas e conclui que seu heroísmo era resultado da fé nos ensinamentos religiosos do líder Antônio Conselheiro.
III - O autor descreve, na terceira parte do livro, as várias etapas da guerra de Canudos e denuncia o massacre dos sertanejos pelas tropas do exército brasileiro, revelando a miséria e subdesenvolvimento da região.
Quais estão corretas?
a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e III. e) I, II e III.
Texto I
Então, a travessia das veredas sertanejas é
mais exaustiva que a de uma estepe nua.
Nesta, ao menos, o viajante tem o desafogo
de um horizonte largo e a perspectiva das planuras francas.
Ao passo que a caatinga o afoga; abrevia-lhe
o olhar; agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente e não o atrai;
repulsa-o com as folhas urticantes, com o espinho, com os gravetos estalados em
lanças; e desdobra-se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto
desolado: árvores sem folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos,
entrecruzados, apontando rijamente no espaço ou estirando-se flexuosos pelo
solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora agonizante . . .
Texto II
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não
tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.A sua
aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário.
Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das
organizações atléticas.
[...]
Este contraste impõe-se ao mais leve exame.
Revela-se a todo o momento, em todos os pormenores da vida sertaneja --
caracterizado sempre pela intercadência impressionadora entre extremos impulsos
e apatias longas.
Texto III
Decididamente era indispensável que a campanha
de canudos tivesse objetivo superior à função estúpida e bem pouco gloriosa de
destruir um povoado dos sertões. Havia um inimigo mais sério a combater, em
guerra mais demorada e digna. Toda aquela campanha seria um crime inútil e
bárbaro, se não se aproveitassem os caminhos abertos à artilharia para uma
propaganda tenaz, continua e persistente, visando trazer para o nosso tempo e
incorporar à nossa existência aqueles rudes compatriotas retardatários. [...]
Canudos não se rendeu.
Fechemos este livro.
Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda
a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na
precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus
últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois
homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil
soldados.
( Fragmentos da obra Os Sertões de Euclides
da Cunha, São paulo: Círculo do Livro, 1975)
Na Internet:
1.
De acordo o texto I, como é a natureza no lugar onde vive o
sertanejo? Ela se mostra acolhedora ao homem?
2.
O texto II, ao descrever o sertanejo, apresenta como
contraditória certos aspectos de sua constituição física e seu comportamento.
Comente essa contradição.
3.
No 1º parágrafo do texto III, o autor crítica a guerra em si e
afirma que outra “guerra mais demorada e digna” deveria ser travada. Qual é
essa guerra?
4.
Identifique no texto II um trecho que comprove a influência de
teorias raciais existente no começo do século XX.
5.
Os textos I, II e III são trechos, respectivamente, das três
partes que constituem a obra Os Sertões: “ A terra”, “O homem” e “A luta”.por
que se pode afirmar que a própria estrutura da obra revela uma concepção
determinista ?
6- “Os homens
sempre se esquecem de que
somos todos mortais.” A oração destacada é:
a) substantiva completiva nominal
b) substantiva objetiva indireta
c) substantiva predicativa
d) substantiva objetiva direta
e) substantiva subjetiva
a) substantiva completiva nominal
b) substantiva objetiva indireta
c) substantiva predicativa
d) substantiva objetiva direta
e) substantiva subjetiva
7- “Estou
seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar
semelhante medida.” A oração em destaque é substantiva:
a) objetiva indireta
b) completiva nominal
c) objetiva direta
d) subjetiva
e) apositiva
a) objetiva indireta
b) completiva nominal
c) objetiva direta
d) subjetiva
e) apositiva
8= Há oração
subordinada substantiva apositiva em:
a. Na rua perguntou-lhe em tom misterioso: onde poderemos falar à vontade?
b. Ninguém reparou em Olívia: todos andavam como pasmados.
c. As estrelas que vemos parecem grandes olhos curiosos.
d. Em verdade, eu tinha fama e era valsista emérito: não admira que ela me preferisse.
e. Sempre desejava a mesma coisa: que a sua presença fosse notada.
a. Na rua perguntou-lhe em tom misterioso: onde poderemos falar à vontade?
b. Ninguém reparou em Olívia: todos andavam como pasmados.
c. As estrelas que vemos parecem grandes olhos curiosos.
d. Em verdade, eu tinha fama e era valsista emérito: não admira que ela me preferisse.
e. Sempre desejava a mesma coisa: que a sua presença fosse notada.
4-Qual o
período em que há oração subordinada substantiva predicativa?
a) Meu desejo é que você passe nos exames vestibulares.
b) Sou favorável a que o aprovem.
c) Desejo-te isto: que sejas feliz.
d) O aluno que estuda consegue superar as dificuldades do vestibular.
e) Lembre-se de que tudo passa nesse mundo.
a) Meu desejo é que você passe nos exames vestibulares.
b) Sou favorável a que o aprovem.
c) Desejo-te isto: que sejas feliz.
d) O aluno que estuda consegue superar as dificuldades do vestibular.
e) Lembre-se de que tudo passa nesse mundo.
9-Há no
período uma oração subordinada adjetiva:
a) Ele falou que compraria a casa.
b) Não fale alto, que ela pode ouvir.
c) Vamos embora, que o dia está amanhecendo.
d) Em time que ganha não se mexe.
e) Parece que a prova não está difícil.
a) Ele falou que compraria a casa.
b) Não fale alto, que ela pode ouvir.
c) Vamos embora, que o dia está amanhecendo.
d) Em time que ganha não se mexe.
e) Parece que a prova não está difícil.
10-Nos
trechos: “… não é impossível que a notícia da morte me deixasse alguma
tranqüilidade, alívio e um ou dois minutos de prazer” e “Digo-vos que as
lágrimas eram verdadeiras”. A palavra “que” está introduzindo, respectivamente,
orações:
a. subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva objetiva direta
b. subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva direta
c. subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva predicativa
d. subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva explicativa
e. subordinada adjetiva explicativa, subordinada substantiva predicativa
a. subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva objetiva direta
b. subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva direta
c. subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva predicativa
d. subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva explicativa
e. subordinada adjetiva explicativa, subordinada substantiva predicativa
11-Assinale a
alternativa que apresenta um período composto onde uma das orações é
subordinada adjetiva:
a. “… a nenhuma pedi ainda que me desse fé: pelo contrário, digo a todas como sou”.
b. “Todavia, eu a ninguém escondo os sentimentos que ainda há pouco mostrei.”
c. “… em toda a parte confesso que sou volúvel, inconstante e incapaz de amar três dias um mesmo objeto”.
d. “Mas entre nós há sempre uma grande diferença; vós enganais e eu desengano.”
e. ” - Está romântico!… está romântico… - exclamaram os três…”
a. “… a nenhuma pedi ainda que me desse fé: pelo contrário, digo a todas como sou”.
b. “Todavia, eu a ninguém escondo os sentimentos que ainda há pouco mostrei.”
c. “… em toda a parte confesso que sou volúvel, inconstante e incapaz de amar três dias um mesmo objeto”.
d. “Mas entre nós há sempre uma grande diferença; vós enganais e eu desengano.”
e. ” - Está romântico!… está romântico… - exclamaram os três…”
12-No período
“Todos tinham certeza de
que seriam aprovados”, a oração destacada é:
a) substantiva objetiva indireta
b) substantiva completiva nominal
c) substantiva apositiva
d) substantiva subjetiva
e) n.d.a
a) substantiva objetiva indireta
b) substantiva completiva nominal
c) substantiva apositiva
d) substantiva subjetiva
e) n.d.a
13-Marque a
opção que contém oração subordinada substantiva completiva nominal:
a. “Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão topasse Pedro Barqueiro nas ruas da cidade.”
b. “Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso conluio para prendermos o Pedro Barqueiro.”
c. “Para encurtar a história, patrãozinho, achamos Pedro Barqueiro no rancho, que só tinha três divisões: a sala, o quarto dele e a cozinha.”
d. “Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debulhando milho, que havia colhido em sua rocinha, ali perto.”
e. “Pascoal me fez um sinalzinho, eu dei a volta e entrei pela porta do fundo para agarrar o Barqueiro pelas costas.”
a. “Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão topasse Pedro Barqueiro nas ruas da cidade.”
b. “Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso conluio para prendermos o Pedro Barqueiro.”
c. “Para encurtar a história, patrãozinho, achamos Pedro Barqueiro no rancho, que só tinha três divisões: a sala, o quarto dele e a cozinha.”
d. “Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debulhando milho, que havia colhido em sua rocinha, ali perto.”
e. “Pascoal me fez um sinalzinho, eu dei a volta e entrei pela porta do fundo para agarrar o Barqueiro pelas costas.”
sábado, 13 de abril de 2013
Poesia Modernista
Poema ERRO DE PORTUGUÊS
ERRO DE PORTUGUÊS
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
Oswald Andrade inovou a poesia com seus pequenos poemas, em que sempre havia um forte caráter visual, criando o chamado poema-pílula. Analisando o poema Erro de português, a primeira imagem que nos vem é sobre o do ato de "vestir" e de "despir". Lembre-se que a forma como nos vestimos é um reflexo da sociedade a que pertencemos.As vestimentas de uma população refletem seus hábitos, sua cultura. Atentem também para as condições de chegada dos portugueses: "debaixo duma bruta chuva" As condições externas, alheias à nossa vontade, influenciam o que acontece conosco. Visto isso, agora pensem um pouco: o que é o ato de "vestir" e de "despir" nessa situação de encontro de civilizações? O que realmente representa a chuva e o sol, neste poema?
01- A que fato se refere o primeiro verso do poema?
02- A que fato se refere metaforicamente o terceiro verso do poema?
03- Leia um trecho da carta de Caminha: “Na noite seguinte ventou tanto sueste, com chuvaceiros, que fez caçar as naus especialmente a Capitânia” (Registro do dia 23 de abril). A versão oswaldiana do fato moderniza e sintetiza a linguagem da carta, optando por uma expressão formada a partir do uso coloquial de um termo. Copie a expressão que indica isso.
04- O poema traz à tona uma hipótese: a inversão do fato histórico.
a- Que verso exprime a condição para que tal hipótese pudesse ter sido concretizada?
b- Identifique e explique os versos que exprimem a conseqüência histórica dessa possível inversão.
c- A escolha do verbo vestir para metaforizar a superposição cultural que ocorreu na colonização tem relação com o primeiro choque cultural relatado por Caminha em sua carta. De que choque se fala?
05- As palavras português e pena têm duplo significado no conteúdo. Identifique-os:
06- Oswald de Andrade lamenta que a história tenha sido como foi: “Que pena!” você acha que, se a hipótese sugerida no poema tivesse ocorrido, nosso país hoje seria melhor? Justifique sua resposta.
domingo, 24 de março de 2013
Tipologia e Gêneros Textuais
Tipologia Textual
1. Narração
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados de narrações desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano.
2. Descrição
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega.
3. Dissertação
3.1 Dissertação-Exposição
Apresenta informações sobre assuntos, expõe ideias, explica, avalia e reflete (analisa ideias). O texto expositivo apenas expõe ideias sobre um determinado assunto. Ex: aula, relato de experiências, etc.
3.1 Dissertação-Argumentação
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo.
4. Injunção/Instrucional
Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e instruções para montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de comportamento; textos de orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com votos e desejos (de natal, aniversário, etc.);
Gêneros textuais
Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos. Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de linguagem que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio, podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas características. Exemplos:
Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamente descritos.
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta.
Carta ao leitor: é um gênero textual do tipo dissertativo-argumentativo que possui uma linguagem mais pessoal e leve, em que se escreve aos leitores.
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes, mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo.
Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo que tem por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento.
Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções.
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade.
Tutorial: é um gênero textual injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo.
Entrevista: é um gênero textual dissertativo-expositivo que é representado pela conversação de duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do entrevistado ou de algum outro assunto.
História em quadrinhos: é um gênero textual narrativo que consiste em enredos contados em pequenos quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação.
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento atual, em sua grande maioria.
Gêneros literários:
· Gênero Narrativo:
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Nesta classificação, no gênero épico há a presença de um narrador que fundamentalmente conta a história passada de terceiros. Isso implica certo distanciamento entre o narrador e o assunto tratado, coisa que não ocorre no gênero lírico. Os verbos e os pronomes quase sempre estão na 3ª pessoa. Além disso, os textos épicos pressupõem a presença de uma ouvinte ou de uma plateia, que estaria escutando o narrador.
Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante do gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com características diferentes, uma diversidade de gêneros: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente todas as obras narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem responder a questionamentos, como: quem? o que? quando? onde? por quê? Vejamos a seguir:
Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou de uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam um tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Três belos exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisséia, de Homero.
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos e de caráter mais verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas principalmente uma história de amor vivida por ele e uma mulher, muitas vezes, “proibida” para ele. Apesar dos obstáculos que o separam, o casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no final. É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. Ex: Tristão e Isolda.
Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.
Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccaccio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.
Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As personagens principais são não humanos e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.
Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial. Pode ter um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou artigo de jornal, revistas e programas da TV..
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos descritivos.
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos descritivos.
Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago e Ensaio sobre a tolerância, de John Locke.
· Gênero dramático:
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador contando a história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os papéis das personagens nas cenas.
Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror". Ex: Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Farsa: é uma pequena peça teatral, de caráter ridículo e caricatural, que critica a sociedade e seus costumes; baseia-se no lema latino ridendo castigat mores (rindo, castigam-se os costumes). A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de processos grosseiros, como o absurdo, as incongruências, os equívocos, os enganos, a caricatura, o humor primário, as situações ridículas.
Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil. Sua origem grega está ligada às festas populares.
Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário.
Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo.
· Gênero lírico:
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre corresponde à do autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da função emotiva da linguagem.
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto máximo do texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare.
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.
Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é uma ode com acompanhamento musical;
Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza, às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com diálogos (muito rara);
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou irônico.
Acalanto: ou canção de ninar;
Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha), composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso formam uma palavra ou frase;
Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigo (elegias) com ritmo característico e refrão vocal que se destinam à dança;
Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acompanhamento musical;
Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio;
Haicai: expressão japonesa que significa “versos cômicos” (=sátira). E o poema japonês formado de três versos que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2° verso = 7 sílabas; 3° verso 5 sílabas;
Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com rima geralmente em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d.
Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnio e de maldizer); satíricas, portanto.
sexta-feira, 8 de março de 2013
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